15 de abril de 2010

Adi Shoshi Delishop

Aproveitando que estávamos no Bom Retiro resolvemos conhecer o restaurante dos mesmos proprietários da Casa Búlgara. Quem comanda a casa é o casal Shoshana e Adi Baruch com o filho Nir Baruch.

A casa fica localizada próxima à caótica R. José Paulino onde milhares de mulheres se acotovelam em busca de roupas baratas, que por sinal ganharam muita qualidade com a chegada dos coreanos.

O restaurante é tão tranquilo e familiar que nem parece que fica próximo àquele alvoroço. O ambiente é simples porém acolhedor. O restaurante oferece a cozinha judaica ashkenazi, dos judeus do leste europeu, que tem como principais ingredientes batata e peixe. O restaurante não é kasher mas não servem carne suína e peixes só entram se tiverem escamas.

O atendimento é ótimo, todos são simpáticos e explicam como os pratos são feitos.

Já havíamos ouvido falar no tal do guefilte fish mas não sabíamos o que era exatamente e aproveitamos para experimentar. Ele é um bolinho feito com carne moída de peixe, neste caso de carpa, cozido em um caldo de peixe. Este caldo fica bem gelatinoso no final. O bolinho é servido gelado e vem acompanhado de um molho chamado Hrein, à base de beterraba ralada com raiz forte.


O sabor é suave, lembra um pouco o kamaboko (pasta de peixe japonesa), mas a consistência é bem mais macia. Como não estávamos habituado, acabamos achando um pouco estranho a consistência e o fato dele estar gelado. O que mais chamou a atenção foi o molho de beterraba com raiz forte pois ele tem o sabor característico do wasabi mas não é tão ardido. O sabor dele com o do guefilte fish fica bom, mas não é um prato que vamos ter vontade de comer novamente. Não que seja ruim, mas a consistência não nos agradou muito.

Depois da entrada passamos para o prato principal e pedimos um moussaká e meia porção de vareniks. A moussaká é uma espécie de torta feita com carne moída, berinjela, batata, creme bechamel coberta com queijo gratinado. É uma combinação gostosa.
 

Já os vareniks parecem raviólis recheados de batata e cebola. O recheio estava muito bom, suave e um pouco adocicado. Apenas a massa deixou um pouco a desejar pois parecia que havia sido cozida em demasia.

Já estávamos satisfeitos porém não pudemos deixar de experimentar o famoso pudim de caramelo pois ouvimos falar que era muito bom. E realmente é. Doce na medida certa e tão cremoso que derrete na boca, fazia tempo que não comíamos um pudim tão bom.


É um lugar que vale a pena conhecer.

Preços
Guefilte fish: R$ 9,00
Moussaká: R$ 18,00
Vareniks (1/2 porção): R$ 9,00
Pudim de caramelo: R$ 5,00
Refrigerante: R$ 2,50

Endereço
Rua Corrêa de Melo, 206 - Bom Retiro
(11) 3228-4774

Site
Não tem

5 comentários:

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Voces como sempre judiando da gente com estes reviews. Quando vão inventar o monitor 8D, que permite comer as imagens que vemos?rs

Desses pratos citados, só conhecia o moussaka e claro, pudim.

Que interessante esse guefilte fish parecer com kamaboko! Nunca imaginei que ele teria um sabor parecido.
Dizem que a cultura japonesa e judaica tem muitos pontos em comum
http://www.pletz.com/blog/judeus-japoneses-2/
Acho que até no sabor de alguns pratos, então...

Queria experimentar esses Vareniks
e claro, alguns pudins rs...

Muito bom o review!
(e obrigado pelo link sobre o Doutor Coffee, não conhecia a história do local e de seu dono. Muito interessante, a grande rede então tem uma pontinha de Brasil nela!)

Tabeteimasu disse...

Olá Alexandre,
Legal esse vídeo que você nos indicou. Não sabia que os judeus e os japoneses tinham pontos em comum como o vídeo mostrou.

Na verdade eu tinha um professor de inglês que comentou após eu mostrar alguns ideogramas japoneses que a escrita hebreu tinha algumas letras parecidas. Mas achei que fosse apenas coincidência.

Legal a matéria sobre o Doutor Coffee né?

Abs,
Carlos

YumiNaMesa disse...

Olás!
Hum... Muito interessante!
Mas, desculpe-me minha ignorância, mas moussaká não é comida grega??? Um judeu não mistura carne com leite (molho bechamel e queijo), né? Estranho...
Já comi vareniks em outros lugares e todos tinham a massa molinha... Acho que "al dente" não é um conceito que eles têm.

Tabeteimasu disse...

Olá Yumi,
Na verdade a moussaká tem sua versão grega e a búlgara. Pelo menos é a informação que eu tive pesquisando.

A grega deveria levar apenas beringela e a búlgara apenas batata. Mas aqui acredito que ela foi adaptada pois no Acrópoles, que é grego ela apresenta batata (e berinjela)e no Adi Shoshi que é de origem búlgara apresenta berinjela (além da batata).

Em relação à misturar leite com carne, apenas a cozinha kasher não permite esta combinação e o Adi Shoshi não é kasher (ou kosher). Existe outro que também queremos experimentar, o AK Delicatessen e acho que eles também não são kasher pois tem um prato que leva filet mignon com quijo brie no cardápio...

Dizem que para ser kasher, os alimentos encarecem muito, talvez por isso poucos restaurantes sigam esta linha à risca.

Bah disse...

Moussaká me lembra "Casamento Grego" que a menina levava na escola pra comer no lanche, parecia uma pasta de soja sei lá. Eu acostumei com o Japão que as comidas precisam chamar a atenção pra serem degustadas, tem que ter cor e esse Guefilte fish tem uma cara de hamburguer de soja rs..

Kisu!

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